Ontem de manhã, eu sentei na cama e abracei os joelhos. Tive o prazer de sentir o frio rondando o quarto, entrelaçando-se em meu cabelo.
- Ultimamente eu não tenho dito nada. Não tenho feito nada.
Mas o vento incêndeia meu ser ao tocar meu rosto, lembrando me ti e que de alguma forma.. eu poderia sentí-lo.
É nessas horas, que recosto na parede tão gélida quanto meus lábios, e caio. No meu mundo um tanto imaturo, sonhador e nulo de infelicidade. E eu vivo. Fecho os olhos e -finalmente estou vivendo.
Junto a ti, o vidro se quebra e sol finalmente me aquece.
Junto a ti, as noites tornam-se angelicais ao cantar para eu dormir.
Junto a ti, as lacunas de minha alma se completam.
- Ultimamente ando sem esperança quando lhe vejo sorrindo fora do meu mundo, por medo de tudo se partir. Mas eu não vou desistir, jamais vou desistir de ti, pois lhe amo mais que a mim.